Planejamento financeiro para 2026: guia prático para virar o ano no azul
- Com você, scala
- 30 de dez. de 2025
- 5 min de leitura
Guia prático para empreendedores que querem começar 2026 com caixa organizado, menos surpresas e decisões financeiras mais inteligentes.

Por que o fim do ano é decisivo para o seu financeiro
Para muita gente, a última semana de dezembro é só “mais uma semana de correria”: pagar contas, fechar o mês, atender clientes que querem resolver tudo antes do recesso. Mas, para o empreendedor que pensa em crescimento, ele também é um ponto de virada.
É agora que você pode:
Enxergar o que realmente aconteceu com o dinheiro da empresa em 2025.
Corrigir rota para não começar 2026 já no vermelho.
Organizar o mínimo necessário para ter previsibilidade, sem se afogar em planilhas.
O planejamento financeiro para 2026 não precisa ser um grande relatório; ele precisa ser prático, simples e acionável. E é isso que este checklist se propõe a entregar.
O desafio do empreendedor: crescer o negócio sem virar “refém do financeiro”
Se você empreende, provavelmente vive algum destes cenários:
O dinheiro entra, o dinheiro sai… e você só descobre se sobrou algo no fim do mês.
Janeiro sempre chega com uma “bomba fiscal” que ninguém avisou.
O regime tributário foi escolhido no começo do negócio e nunca mais revisado.
A gestão financeira está espalhada em vários lugares: extrato do banco, planilha solta, boleto no WhatsApp.
O problema é que, sem um planejamento financeiro mínimo, qualquer crescimento fica frágil. Você fatura mais, mas não vê lucro. Trabalha mais, mas não vê caixa.
Por isso, antes de pensar nas metas de 2026, vale responder a três perguntas essenciais:
Quanto realmente sobrou do negócio em 2025?
Os impostos de janeiro já estão previstos no seu planejamento de caixa?
Seu regime tributário ainda é o mais vantajoso para o seu modelo de negócio?
É a partir delas que o planejamento começa a fazer sentido.
O que olhar antes de 2025 acabar
1. Quanto realmente sobrou do seu negócio em 2025?
Comece tirando uma “foto” do ano. Não precisa ser sofisticado, mas precisa ser verdadeiro.
Busque responder, em números:
Qual foi o faturamento total de 2025?;
Qual foi, em média, a margem de lucro?;
Quanto de caixa existe hoje na empresa?
Depois, vem a parte que quase ninguém faz: entender de onde veio esse resultado. Ele foi gerado pela operação recorrente, que tende a se repetir, ou por um contrato pontual, um cliente grande que apareceu “fora da curva”?
Se o lucro dependeu de exceções, o seu planejamento financeiro para 2026 não pode projetar o mesmo resultado como se fosse garantia. Essa diferenciação evita planos que parecem ótimos no papel, mas não conversam com a realidade do negócio.
2. Os impostos de janeiro já estão previstos no seu planejamento de caixa?
Janeiro é famoso por ser o mês das “surpresas fiscais”. Muitas empresas começam o ano devendo sem ter clareza disso. Impostos foram apurados, mas não pagos; guias ficaram esquecidas; obrigações digitais não foram transmitidas.
Antes de virar o ano, vale uma checagem rápida com sua contabilidade ou com quem cuida do financeiro:
Tudo que foi apurado em 2025 foi realmente pago?
Simples, ICMS, INSS, FGTS e obrigações acessórias estão em dia?
Existe alguma pendência que possa travar CND ou análise de crédito?
Essa limpeza evita começar 2026 carregando juros, multas e restrições que poderiam ser evitadas com uma revisão simples em dezembro.
3. Seu regime tributário ainda é o mais vantajoso para o seu modelo de negócio?
Outro ponto-chave do planejamento financeiro para 2026 é olhar para o tipo de regime tributário que você está usando hoje. O Regime tributário não é fixo. Ele precisa ser revisado à medida que o negócio cresce e muda. Muitas empresas continuam anos no mesmo regime sem saber qual é o adequado.
Antes de renovar as decisões para o próximo ano, vale revisar com atenção:
se o Simples Nacional ainda é, de fato, vantajoso na sua faixa de faturamento;
se a sua margem de lucro conversa com o regime atual ou se a carga está pesada demais;
se o porte e o modelo de negócio não indicam uma migração para Lucro Presumido ou outro enquadramento.
Essa análise não é só técnica, é estratégica. Estar no regime errado significa, na prática, entregar mais dinheiro em imposto do que o necessário, mês após mês. É um vazamento silencioso de lucro que poderia estar sendo usado para fortalecer equipe, acelerar vendas ou investir em estrutura para crescer em 2026.
Como criar um planejamento financeiro para 2026
1. Organize o mínimo que gera máximo impacto
Você não precisa se transformar em analista financeiro. O que você precisa é de um jeito rápido de enxergar o essencial. Aprenda em 3 passos:
Fluxo de caixa real (não planilha solta)
Ter um controle único onde você veja: o que entra, o que sai, o que vai entrar e sair nos próximos dias.
Contas organizadas por categoria
Separar por grupos como: vendas, marketing, folha de pagamento, impostos, fornecedores, estrutura. Isso ajuda a identificar saídas de dinheiro.
Separação do dinheiro da empresa e do dono
Misturar contas pessoais com contas da empresa distorce qualquer planejamento financeiro para 2026. Defina um pró-labore e respeite esse limite.
📌 Controle simples, que você de fato usa, é mais valioso que a planilha perfeita que ninguém abre.
2. Defina um orçamento leve para os primeiros 90 dias de 2026
Ao pensar em planejamento financeiro para 2026, troque a ideia de um grande plano teórico por algo mais enxuto: foque nos primeiros 90 dias.
Você pode definir:
Qual faturamento quer buscar até março;
Qual teto de despesas faz sentido nesse período;
Quanto de lucro ou caixa deseja preservar.
Com isso, fica mais fácil revisar o plano, ajustar rota e entender rapidamente se as decisões estão ajudando ou atrapalhando o resultado.
3. Crie uma rotina financeira que cabe na sua agenda
Planejamento só funciona se encaixar na agenda real do empreendedor. Se depender de um “dia livre”, não vai acontecer. Então, defina uma rotina realista de 15 minutos por dia ou 1 hora por semana.
Esse momento serve para olhar:
Saldo de contas.
Contas a pagar e a receber.
Inadimplência (quem atrasou, quanto e há quanto tempo).
Comparar rapidamente se está melhor, igual ou pior que o período anterior.
Com essa visão, você responde perguntas-chave como: “Posso assumir esse novo custo?”, “Vale investir mais em vendas agora?”, “Meu caixa está melhor ou pior do que no mês passado?”.
Tudo que for além dessa análise — lançamentos detalhados, conciliações, organização de documentação — pode e muitas vezes deve ser delegado ou terceirizado para um BPO Financeiro. Saiba mais
Onde a Scala entra nessa virada de chave
A Com você Scala foi pensada para o empreendedor que quer crescer com inteligência e previsibilidade, mas não tem tempo nem perfil para mergulhar em planilhas e sistemas o dia inteiro.
Na prática, a Scala pode:
Organizar seu fluxo de caixa e as categorias de receitas e despesas;
Estruturar a rotina de contas a pagar e a receber;
Diminuir ruídos entre financeiro e contabilidade;
Transformar dados financeiros em insights para decisões de negócio.
Você deixa de gastar energia com tarefas operacionais e passa a usar o financeiro como um painel de controle: mais clareza, menos improviso.
Conclusão
Você pode deixar o dia 30/12 passar como só mais um dia cheio. Ou pode usar esse momento para fazer pequenos ajustes que mudam completamente a forma como o seu negócio entra em 2026.
Olhar para o que sobrou em 2025, limpar o caminho de impostos e pendências e montar um plano de 90 dias já coloca você em outro patamar de gestão. Não é sobre controlar tudo; é sobre ter informação suficiente para decidir com segurança.
Quer começar 2026 com mais previsibilidade e menos surpresa financeira?
Fale com a Scala e peça um diagnóstico do seu financeiro. Vamos transformar seus números em uma estratégia clara de crescimento para o próximo ano.



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